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Falta de leitos e UTI afeta 63% das cidades de Minas Gerais, dizem secretários de saúde

Pesquisa inédita do instituto DATATEMPO fez raio-x do SUS em MG a partir de relatos dos gestores municipais

Falta de leitos e UTI afeta 63% das cidades de Minas Gerais, dizem secretários de saúde
Falta de leitos e UTI afeta 63% das cidades de Minas Gerais, dizem secretários de saúde (Foto: Reprodução)

Por Clarisse Souza

O acesso a leitos hospitalares e Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) é mais um entre tantos desafios que afetam a maioria dos municípios mineiros. Em 63,6% das cidades do estado, não há disponibilidade de vagas para internação, conforme revelam secretários de saúde ouvidos em uma pesquisa inédita divulgada nesta semana pelo instituto DATATEMPO e pela agência Brasil Comunicação. Os dados foram apresentados na última quarta-feira (25/2), durante a 2ª Jornada Mineira da Saúde, promovida pela Frente Mineira de Prefeitos (FMP).


Entre aqueles municípios que não têm oferta própria de leitos e UTI, 59,2% dizem que o direcionamento de vagas para os pacientes das cidades é insuficiente ou muito insuficiente. Mesmo entre as cidades com estrutura para internação, a percepção 50% dos secretários entrevistados é que o número de leitos não é suficiente para suprir a demanda. Outros 3,6% dizem que é muito insuficiente.


Secretários também apontam falhas na atenção primária à saúde

Quando convidados a avaliar os serviços de responsabilidade direta dos municípios, 61% dos secretários dizem que a cobertura da saúde da família chega a 90%. Quanto ao abastecimento de medicamentos, 46,8% admitem faltas pontuais e 22,1% relatam recorrência na ausência de itens. Questionados sobre a oferta de consultas e exames, um terço (33,8%) confirmam que há fila de espera significativa para atendimento.


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Jornal O Tempo



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